O mundo está adulto demais. Jesus disse que “quem não receber o Reino de Deus como uma cri-ança, nunca entrará nele” (Marcos 10.15). Aprendi que Jesus não está dizendo que crianças não têm pecado ou que sejam puras, inocentes, “pequenos anjos”. Nem tampouco Ele diz que o céu será da-quelas pessoas que não têm pecados, como as cri-anças. Pelo contrário! Crianças têm pecado. Esta afirmação nos choca, mas é a mais pura realidade. O apóstolo Paulo, na sua carta aos romanos, nos diz que “todos pecaram” (3.23) e que “o salário do pe-cado é a morte” (6.23). Todos podem morrer, por-que todos pecaram, grandes pequenos.
Quer tirar a prova? Por que uma criança mexe onde você diz que ela não deve mexer? Por que ela faz birra? Por que ela mente que não fez quando realmente fez? Por que você se obriga a discipliná-la? Simples! Porque ela já tem o mal dentro de si. Aliás, nasceu assim. Porque seus pais eram assim.
Mesmo assim, “o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes às crianças” (Mateus 19.14) – que bom! O Reino dos céus é, sim, para pecadores.
Aprendi que as crianças são modelos para nós na persistência. Quem dera fôssemos assim insistentes! Quando querem algo, pedem, reivindicam – e gru-dam feito chiclete. Por que as orações dos adultos ao Pai do céu não são assim? Por que clamamos uma vez e desanimamos, achando que Deus não vai nos responder?
Por que não “grudamos” nele?
Aprendi que criança tem a virtude de alegrar-se com as pequenas coisas da vida. O principal, contu-do, ainda preciso aprender melhor. Preciso aprender que a criança confia no seu responsável, que ela não tem medo do amanhã, que ela dorme bem por-que tem alguém que a cuida. Preciso aprender que eu também tenho um Pai que vai suprir minhas ne-cessidades no dia seguinte, que Ele vai estar ao meu lado e não vai deixar de me amar, aconteça o que acontecer.
Pr. Julio Jandt
